Essa é uma das minhas confissões, talvez a mais escancarada, quem sabe, a mais explícita, apesar de não haver referência direta - seria a mais explícita sem se preocupar com objetividades, é algo como, falando em objetividade, a alusão ao não objetivo, apesar de transparecer a explicitude, e eu gostaria que essa palavra existisse, gostaria de criar neologismos sem criá-los, eu os paria como uma grávida, eu não os criaria, num exercício de função intelectual, antes, faria-os sair de mim como quem caga um filho, o próprio cagar aqui funcionaria como boa metáfora para a minha obrigação, mas não se trata aqui de nada objetivamente tratável comumente num banheiro, é uma obrigação surrealista para-além da objetividade, por isso eu ter dito o que eu disse no começo do texto, vou ser explícito sem ser objetivo ou vice-versa, não gostaria de parar nesta discussão, minha prolixidade permitiria (essa palavra existe? - olha meu questionamento sobre meus neologismos! sou incapaz de parir um) parar sobre quem vem primeiro no meu desejo, querer objetividade sem explicitude ou vice-versa, porém, afirmo novamente não querer falar disso, vamos, vamos ao que realmente importa neste texto, que é a questão de minha obrigação fundamental, fundamental pois trata-se de condição existencial atual minha, é à minha posição nesse momento que faço referência à obrigação, e falo posição para denotar mesmo um presídio talvez criado por mim mesmo onde eu me situo eu mesmo agora, até durante essa escrita, pois, ela mesma enquanto coisa que eu faço é uma obrigação, eu me confesso aqui para quem chegou até aqui - até o Blog e até esta palavra -, pois onde me encontro agora é de renegar o que sou obrigado a fazer, obrigado por uma instituição, e fazer o que me considero livre para fazer, seria algo mais ou menos nesta ordem, e a palavra ordem aí não se encaixa de modo menos irônico ao modo que eu desejo que assim seja, ser ordem é justamente sobre isso que eu falo, a ordem de fazer o que me considero livre a fazer é já uma contradição que encerra uma ironia mesma, sendo claro, é que me prendo num fazer que se propõe livre das amarras das exigências institucionais, o que, claramente, é uma ordem e uma exigência que já me prende em outras amarras, se se poderia dizer assim, outras amarras institucionais - ainda dadas à descobertas, pois não quero pensar agora em quais instituições apelo neste momento -, e o resultado de todas essas obrigações e amarras é eu me sentir péssimo em não conseguir fazer o que eu quero, pois o que eu quero soa já como uma ordem: o meu querer é já uma ordem que minha reflexão repudia, repúdio esse que acontece tanto lá e cá, tanto na obrigação institucional mais claramente desenvolvida e percebida por mim, quanto na obrigação do meu desejo de fazer o que eu sou livre pra fazer, na verdade, se digo livre pra fazer já me insiro numa ordem - e aí, "onde" se trata de uma pergunta que agora não faria a mim.
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jfgama diz:
puta que pariu
jfgama diz:
eu to numa fase péssima
jfgama diz:
socialmente falando
jfgama diz:
faço o que eu não sou obrigado a fazer
jfgama diz:
e não faço o que sou institucionalmente obrigado a fazer
jfgama diz:
depois,
jfgama diz:
acabo sendo obrigado a fazer o que eu nao seria obrigado a fazer
jfgama diz:
e, não surpreendentemente, o que antes era uma obrigacao repudiada, continua exercendo repulsa
jfgama diz:
deu pra entender?
jfgama diz:
fico na mesma
jfgama diz:
fazendo algo obrigado!
puta que pariu
jfgama diz:
eu to numa fase péssima
jfgama diz:
socialmente falando
jfgama diz:
faço o que eu não sou obrigado a fazer
jfgama diz:
e não faço o que sou institucionalmente obrigado a fazer
jfgama diz:
depois,
jfgama diz:
acabo sendo obrigado a fazer o que eu nao seria obrigado a fazer
jfgama diz:
e, não surpreendentemente, o que antes era uma obrigacao repudiada, continua exercendo repulsa
jfgama diz:
deu pra entender?
jfgama diz:
fico na mesma
jfgama diz:
fazendo algo obrigado!
jfgama diz:
mas não faço o que primeiro era obrigado a fazer!
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