quarta-feira, 7 de maio de 2008

O Lacanismo e os Trocadalhos do Carilho

É um devir-criança danadinha. É estar numa caixinha de brinquedos. Brinquedinhos perversos. Super-homem com visão de raio "x" (o olho de peixe de Lenine) para a linguagem e eternamente-fortemente apontada para o Inconsciente nosso de cada dia. Nossas expressões são códigos sociais que cabem ao psicanalista descobrir o que querem dizer. Sou um código-morse. Cada vazio do meu falatório é uma coisa a ser significada ou apontada para outra palavrinha ou ainda um espaço de possível - para além do discurso racional: alguma coisa que fura o Eu-Falo (Fura... Falo...). O Inconsciente-Morse tem dono! A listinha para conferir o que cada barulho pontual e/ou silêncio quer dizer é dele: do psicanalista. Vai chegar o dia do copyright do Inconsciente-Morse pelo psicanalista. Ei, sou eu que falo! E diz-se: Falo? A pergunta-diagnóstico é o melhor. Você é o Falo seu psicoticozinho? Você é a pitoquinha simbólica do meu neo-idealismo? Mas há os trocadilhos mais divertidos: do latim (ou coisa parecida) a expessão (medieval) "novus bestiarium" nos leva aos significantes "novo bestiário". "Bestiário" à "besta" e à "nova besta" ou "novas bestas". "Besta" é tanto o diabinho quanto aquele lugar - olha o estruturalista em ação! - disponível no socius para os considerados socialmente palhaços - não o tipo de palhaço que se ri com ele, mas aquele palhaço de quem rimos -, diz-se: rimos dele. E isto não é pouco ruim (pra quem?). Os trocadalhos do carilho com ironia... pode-se dizer: Fulaninho é tão engraçado!
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PS: E ainda temos a questão não menos psicanalítica (de honra) de se auto-nomear assim ou assado. Viva Lacan e as letrinhas...