quarta-feira, 5 de março de 2008

Mentiras Boas da Boa Consciência - Parte I

Muito do que eu escrevi até agora dá uma base para esse Post. Como citado antes, essa "separação" entre consciente e inconsciente, entre desejos conscientes e desejos inconscientes e, principalmente, a Esquizo que há entre essas motivações, me joga numa realidade que, existencialmente, se torna difícil para mim (pressupondo um Eu, para fins retóricos).
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Antes, melhor um sujeito da consciência, com-ciência do que acontece, aconteceu... sem conteúdos abismais, sem um desconhecimento de si para si. Que Husserl tivesse terminado o projeto de sua fenomenologia! Que Husserl, praticamente o último filósofo idealista do século, tivesse descortinado o que percebeu como um estranhamento de si para si. Que não tivesse percebido essa coisa fosca que há para o sujeito cognoscente.
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No mais, umas substâncias no cérebro, passíveis de modificação objetiva, passíveis de uma leitura objetiva... e de sucesso nisto! Melhor uma filosofia do "está CERTO o que você fez. Está ERRADO o que você fez".
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Um sujeito da consciência e de uma verdade na qual este estaria subjulgado. Aí, era só se adaptar. Aí saberíamos o que esperar de cada um ao nosso redor. Teríamos um caminho pra nós. Seria bom e menos dramático haver o certo e haver o errado e, cada um, ciente disto: "Ele está em erro, mas agora ele sabe! Veja lá... está já indo à boa conduta. Bastou lhe falarem e ele querer! Pronto... Ah, bastaram aqueles remedinhos!"
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Querer, seria poder.
Ouvir a Verdade, seria querer sair do erro.
E, consequentemente, curar-se.
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(Continua...)
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