Recortada que estava, antepondo-se à porta, gemia e girava gritando estou nua, estou nua. Todos que ouviam, não eram muitos, mas gostaria que dissesse todos, todos que ouvem, continuavam atônitos esperando uma resolução qualquer, tenho meu próprio corpo, e agora ele é meu, tenho meu próprio. Corpo de Cristo, adorado senhor, não saia de perto. Dela, só restava o corpo, diziam, a cabeça – não propriamente considerada um corpo – já era de Belzebu. Diabo de infeliz que nunca dá bom dia pra ninguém rapaz infeliz ninguém nunca dá bom dia a ele diabo e assim vai ser. Pra sempre seria lembrada como a doida varrida de casa, varrida de casa – como foi horas depois –, e entregue ao Diabo Infeliz, mais conhecido como Belzebu e que, no início dessa história, havia sido batizado de José somente. Maria, que era sua mãe, gostaria que fosse Jesus o nome do infeliz diabo, mas papai era contra esse nome. Divino, divino espírito santo. Dançando e gargalhando, correu pela rua nua sem ninguém pois na sua rua não tinha vizinhos e não tinha casas ao longo da rua nem ao longo do percurso e seu destino era percorrer o caminho de cabeça pra baixo, junto ao seu pobre. Diabo de infeliz, considerado José para a santa igrejinha da praça principal.