Em vão eu procurei aquele sorriso. Primeiro, de maneira medíocre, procurei uma imagem para o que escrevo: impossível. De antemão sabia assim, impossível, mas fiz o possível pra desafiar o que já se sabe impossível, porém, nem perto de haver possibilidade de possível. Depois de possibilidades e impossibilidades, o sorriso. Muito mais que qualquer coisa que se possa dizer. Sorriso Real; assim eu nomeio? Nunca. Nunca se vê algo assim e se nomeia, minhas palavras, minhas letras aqui, são qualquer coisa assim como o vento; sentimos na pele. Procurei, falando em imagens, imagens daquele sorriso - de novo. Nas fotos, geralmente, quando não outros trejeitos, normalmente rimos. Procurei aquele sorriso nas outras fotos dela. Procurei, como é típico de hoje em dia nessas redes de pesca: procurar. O sorriso impossível de rever por ali. Aquele meio sorriso, meio meu estranhamento do que me vi sorrindo e rindo de mim - quando do sorriso dela, só vejo agora em mim. Que bioquímica abençoada essa, revejo igualzinho e nunca mais daquele jeito, porém sempre como o sorriso lindo que eu vi e nunca imaginei que veria. Me rio de novo, nunca o mesmo rio duas vezes, mas me deságuo sempre igual, em busca daquele sorriso sempre diferente: o mesmo sorriso, cada vez duma cor diferente. Quero ver, de novo e de outro jeito. Nunca igual: diferente.
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