A Verdade do Sujeito da psicanálise está mais para uma Verdade para o Sujeito. Poderíamos pensar em um "iluda-se como quiser, pois não te conto tua verdade". A metapsicologia é ela mesma uma máquina de verdades individuais. A posição do analista não será contar os segredinhos metapsicológicos que descobriu de maneira explícita, porém a produção de uma verdade para o sujeito evidenciará seu posicionamento e sua intervenção clínica. Será um "não te conto" e "invente suas historinhas". O espaço clínico e todas as movimentações do terapeuta (movimentações terapêuticas) indicarão rastros ao sujeito em análise. Haverão indicações de uma construção teórica SOBRE o sujeito, na qual ele participa narrando o que será experenciado (de experiência sujeito-objeto). A "verdade do sujeito" não tem sentido algum. Pelo menos enquanto proposição de sentido ético. Adquire antes um sentido cínico aberrante: Próximo... tome, está aqui a sua verdade.... Aqui está a sua metapsicologia - personalizada.
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