"Os partidários da linha dura, ditadura da certeza, fazem do pensamento uma força de negação da história. Lógica de cafetão, totem do capital, macho-totem. Os navegantes das linhas de fuga, tribo da incerteza, fazem do pensamento uma "potência nômade", engrenagem de "máquina de guerra". Guerra que é necessariamente vitoriosa pois que é a afirmação dos deslocamentos da história. Isto é irremediável e não tem nada a ver com progresso, tampouco com cafetões. Não há nada de mais sublime no humano do que sua desnaturação permanente (...). O movimento é sempre contra-corrente, contra-sentido, contra-cultura, contra-natureza. Movimento de homens desnaturados. Potência desnaturante."
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Trecho extraído do Prefácio de Suely Rolnik para o livro de Guattari "Revolução Molecular".
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