Uma experimentação possível: A arte contemporânea está ampliando sua ação, suas estimulações, para além do que comumente se dobraria. Penso no cachorro que foi exposto num espaço artístico até a sua morte. A reflexão possível se dá através do que? Sinceramente, a "linguagem" dessa exposição não é outra coisa senão mais uma tomada de posição hierárquica! Se se pode dominar o infeliz do cão desgraçado, o meu domínio sobre ele me dá direito de
coisificá-lo. Como se isso fosse alguma coisa impressionante ou nova. A ação de pensamento a partir disso não é outra coisa que uma indignação Pop - até falsa. Nunca haverá uma reflexão profunda sobre a morte - ou qualquer outra coisa - a partir daquilo como coisa a ser observada, como objeto. O meu ato a partir disto é... uma risada da cara destes artistas estúpidos. O assombro frente a uma situação destas é pensar que mais uma vez se faz o vulgar. O caminho traçado por este artista (ha!) é mais um trajeto de consumo do vulgar.
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Perdão, mas se tem uma coisa que eu não faço é dizer que qualquer comentário sobre a obra já é uma afirmação-confirmação per si do que foi proposto. Não há comentário possível da obra que não reafirme a obra? Uma posição particular é considerar meu lugar como privilegiado neste julgamento. A crítica vem de um lugar seguro, não poderia nunca barrar-me frente a uma pop-impossibilidade de não ter uma abordagem fora já da discussão sobre o assunto.
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Enfim, o cão desgraçado já é consumo. A morte desse infeliz é mais uma arte no meio de outras artes. Não tem coisa que soe melhor pra mim neste momento que pensar no Vulgar como meio supremo de expressão para "obras" como esta.
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Na última semana li sobre um outro grande artista contemporâneo (haha!) que gostaria de expor um paciente terminal numa instalação em alguma exposição ao redor do mundo, "com autorização do sujeito, claro". Aí teríamos o grande espetáculo-arte da morte - a idéia é que o sujeito morra ali. Grandes artistas. É o fazer arte do grotesco. Penso nestes compositores como entes sem criatividade suficiente para articularem-se no mundo de modo novo e sem objetificar - e radicalmente! - outras pessoas (e animais também). Estão dentro dos atos e das comunicações já degladiadas da nossa cultura querida e dos códigos do Capitalismo Mundial Integrado, que diz o que se deve fazer contemporaneamente com outros humanos: explorá-los.
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Onde está a grande novidade destas propostas? Já são absolutamente esperadas dentro das manifestações atuais. O que falta acontecer? É tomar consciência do que acontece hoje e esperar os atos mais grotescos e vulgares dos [a]sujeitos-artistas favorecerem o desenvolvimento criativíssimo da nova mercadologia artística.
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Nunca vai haver uma tomada de posição "revolucionária" se se caminha dentro da mesma, mesma, mesma, mesma série semiológica dolorosa da cena atual.
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E pensar que arte é emancipação! (ha!)
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IMAGEM: "The Dog" (1820) de Francisco de Goya.
coisificá-lo. Como se isso fosse alguma coisa impressionante ou nova. A ação de pensamento a partir disso não é outra coisa que uma indignação Pop - até falsa. Nunca haverá uma reflexão profunda sobre a morte - ou qualquer outra coisa - a partir daquilo como coisa a ser observada, como objeto. O meu ato a partir disto é... uma risada da cara destes artistas estúpidos. O assombro frente a uma situação destas é pensar que mais uma vez se faz o vulgar. O caminho traçado por este artista (ha!) é mais um trajeto de consumo do vulgar..
Perdão, mas se tem uma coisa que eu não faço é dizer que qualquer comentário sobre a obra já é uma afirmação-confirmação per si do que foi proposto. Não há comentário possível da obra que não reafirme a obra? Uma posição particular é considerar meu lugar como privilegiado neste julgamento. A crítica vem de um lugar seguro, não poderia nunca barrar-me frente a uma pop-impossibilidade de não ter uma abordagem fora já da discussão sobre o assunto.
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Enfim, o cão desgraçado já é consumo. A morte desse infeliz é mais uma arte no meio de outras artes. Não tem coisa que soe melhor pra mim neste momento que pensar no Vulgar como meio supremo de expressão para "obras" como esta.
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Na última semana li sobre um outro grande artista contemporâneo (haha!) que gostaria de expor um paciente terminal numa instalação em alguma exposição ao redor do mundo, "com autorização do sujeito, claro". Aí teríamos o grande espetáculo-arte da morte - a idéia é que o sujeito morra ali. Grandes artistas. É o fazer arte do grotesco. Penso nestes compositores como entes sem criatividade suficiente para articularem-se no mundo de modo novo e sem objetificar - e radicalmente! - outras pessoas (e animais também). Estão dentro dos atos e das comunicações já degladiadas da nossa cultura querida e dos códigos do Capitalismo Mundial Integrado, que diz o que se deve fazer contemporaneamente com outros humanos: explorá-los.
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Onde está a grande novidade destas propostas? Já são absolutamente esperadas dentro das manifestações atuais. O que falta acontecer? É tomar consciência do que acontece hoje e esperar os atos mais grotescos e vulgares dos [a]sujeitos-artistas favorecerem o desenvolvimento criativíssimo da nova mercadologia artística.
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Nunca vai haver uma tomada de posição "revolucionária" se se caminha dentro da mesma, mesma, mesma, mesma série semiológica dolorosa da cena atual.
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E pensar que arte é emancipação! (ha!)
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IMAGEM: "The Dog" (1820) de Francisco de Goya.