domingo, 27 de setembro de 2009
Um talento que se diluiu
Diluiu-se. Um quarto quente, abafado, um ventilador com um barulho por demais alto. Olha, penso que... Onde está? Diluiu-se. Me disseram, olha. Havia muitos livros, viam-me com olhos que cobravam demais. Não tenho tanto pra dar. Um dia perdido, mais um. Outras coisas são mais belas. E a possibilidade de fugir sempre será possível. Mais uma digressão, só mais uma. São tantas saídas que não se sabe mais onde se entra. São só negatividades, saídas. Olha, lia muito pouco. Havia muitos livros, liam-me. Diluiu-se, não tenho tanto pra dar. Mais um dia, onde está? Me disseram: diluiu-se, olha! E a possibilidade de fugir, até que a morte.