segunda-feira, 24 de novembro de 2008

...quem esse tempo pensa que é?

Pois bem, esse tempo cronológico sempre se impõe. Dum ponto de vista pessimista é assim, ele sempre se impõe. Mas vi que foi, esse ponto de vista, passageiro. Passou. O tempo duro se impõe, ele é fluido só na aparência, mas é duro porque não pára. Ele tenta sempre se impor, melhor dizer assim. O bom,  é que esse outro tempo, um subjetivo, ou transubjetivo, não se impõe na força - é um toque delicadíssimo. Ele não é duro, mas dura, permanece, escapa pelos dedos, escorre. Aí, acontece... vamos dormir... já são duas... ou quase duas... saímos do computador, desligamos tudo, vamos para a cama e... ainda estamos ali, quando nos perguntávamos se esse tempo duro ia realmente se impor... Escapamos, estamos ali, deitados, sob a cama e o travesseiro, trago um lençol também. E isso é da tua imaginação e da minha imaginação. Imaginamos milhares. 
- Tenho que dizer... - Ela diz.
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