Olhe... a questão do segredo é muito simples, numa primeira aproximação, pelo menos. Eu mantenho esse segredo por conta de fulana de tal - que, na verdade, tem uma identidade bem definida -, entendeu? Eu não deixo de contar o segredo por minha causa, assim, numa primeira aproximação. Eu deixo de contar por causa dela, de fulana de tal. Eu vou contar e ela muda comigo por causa do conteúdo do segredo - e por conta de que isso teve, um dia, status de segredo. Ela não iria suportar o que eu contaria. Não continuaria assim como ela é, leve. Ela iria mudar, entendeu? Eu não quero que ela mude - comigo. Mas ainda digo que, numa primeira aproximação, não é por minha causa que eu não conto - perdê-la assim como ela é -, mas é por causa dela mesma. Evito, nela, essa mudança. Ela iria.
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