segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Um Impaciente Morre

"Por um lado, temos muitas relações constituintes, tanto assim que um mesmo objeto pode nos convir sob uma relação e desconvir sob outra. Por outro lado, cada uma de nossas relações goza ela própria de certa latitude, a ponto de variar consideravelmente da infância ao envelhecimento e à morte. Além disso ainda, a doença e outras circunstâncias podem muito bem modificar essas relações a ponto de nos perguntarmos se é o mesmo indivíduo que subsiste: nesse sentido, há mortos que não esperam a transformação do corpo em cadáver". Quando não adianta procurar, por exemplo, uma atividade mental que o valha chamar como atividade mental. Um corpo que não mais se move, um espírito que secou, um corpo onde ainda circula sangue, sinapses que ainda se fazem, porém sem nada por fazer. Catatonia proliferada.
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Fonte: "Deleuze, G. Espinosa: Filosofia Prática"
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