Querer viver outro tempo. Adiantar o relógio cinco minutos. Quem sabe, talvez, dez minutos. Adiantar vinte minutos e, num compromisso, perguntar a si e ao marcador das horas, Cronos: Nesse mundo ou no outro? Querer e já estar, sempre a frente, vinte minutos longe daqui ao mesmo tempo que se fazem subtrações não menos ambíguas: tirar do tempo o que, milimetricamente, estava à frente, e voltar para o outro tempo - não necessariamente "para trás". Na verdade, em tempo, digo ligeiro, são vinte e um minutos longe.
.
.