quarta-feira, 18 de junho de 2008

Identidade e Violência

Um cara chamado Amartya Sen, ganhador do prêmio Nobel, e, entre outras coisas, Escritor, Economista e Filósofo amador, (segundo o próprio se definiria de maneira lúdica, a fim de apontar as diversas identidades que desenvolvemos) publicou recentemente um livro chamado Identidade e Violência no qual detalha e argumenta as questões de identidade no mundo contemporâneo. Fala também da questão da Razão, a sua ligação com o processo Identificatório de produção de seres sociais e a noção de oriente/ocidente e Razão ao longo da história dessa dicotomia - e coloca de lado a noção de um avanço ocidental na questão da Razão enquanto o Ocidente teria ficado para trás. Principalmente, aponta para os argumentos que atentam ao hiper-desenvolvimento de uma "política da unidimensionalidade identitária" como algo perigoso politicamente. Pertencer a um grupo, a um exclusivo grupo, decididamente, argumenta Sen, apresenta grandes possibilidades de implodir qualquer possível ética que se possa pensar para uma situação qualquer. Permanecer ligado a uma identidade e ser apontado/identificado como Um, essa é uma das problemáticas que levanta. Dentro dos discursos de hoje em dia, Amartya Sen é um bom ponto de fuga. Se não se ouve politicamente muitos dos filósofos que já problematizavam a noção de Identidade, que ouçam, ao menos, Sen.
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