quinta-feira, 26 de junho de 2008

Eu Rizoma/ Eu, Rizoma


Onde está escrito que o porta-voz de alguma coisa tem um lugar de destaque numa arrumação qualquer? Veja bem, dizem por aí que os mensageiros são os primeiros a morrer. Quem porta a voz nem inventa o que diz! Essa arrumação adiante vai ser assim: Um eu, outro eu e depois outro eu e, por último(?), um eu que fala. Seria então, a partir dessa comédia, uma "personalidade rizoma", sem um núcleo, faltando um eu-centro sem faltar nada aos eus outros desorganizados. O eu que fala e parece reunir alguma coisa da experiência vivida não é nada além disso, alguém que fala e reune a experiência - reune mesmo? bom, em parte -, nunca o centro que formula toda a experiência e vive-a despoticamente. Aqui não há tempo para a solidão, são tantos! Pensar em estados diferenciados? Não! São outros! Vieram até de outra mãe.
.
Imagem: René Magritte com a obra de 1953 chamada "Golconde".
.