terça-feira, 27 de maio de 2008

O Mecanismo dos Sonhos

Descobri o mecanismo do sonho. Para além de Freud. Se bem que o agradeço, talvez tenha iluminado o caminho. Iluminou, de fato. Desenvolvi a tese. Tese completamente original. É o seguinte: Quando sonhamos com alguém que não conhecemos, por exemplo, trata-se de uma correspondência cósmica o que acontece. Esta pessoa que não conhecemos está, neste momento, nos sonhando também. Pode, inclusive, haver outra cena na qual os personagens que se sonham estão, mas os personagens em si são os mesmos. Pode, inclusive, nesta correspondência cósmica, haver o que eu chamaria de atraso ou descompasso sincrônico, explico: eu sonho agora com uma pessoa que me sonha. Essa pessoa que me sonha pode, na verdade, somente começar a me sonhar daqui a três horas ou já ter me sonhado. Necessariamente é um imperativo do vice-versa. Não necessariamente sincronizado pois trata-se de lógica temporal outra. A razão de desconhecer o sujeito que sonhamos nos ilude a achar que criamo-lo, mas não, ele existe, só não o conhecemos - ainda. Noutro sentido, quando sonhamos com pessoas que conhecemos e estas pessoas não tem a recordação, trata-se de problemas de rememoração, antes de imaginação. À imaginação resta a criação de um enredo, os caracteres personológicos, que definem quem os sujeitos são para nós, permanecem os mesmos.